sábado, 31 de maio de 2008

UFPR adquire dois prédios da União

Rádio CBN

O edifício Teixeira Soares, na esquina da rua João Negrão com a avenida Sete de Setembro, junto da Ponte Preta, na boca do Rebouças, vai abrigar parte do administrativo, incluindo todas as pró-reitorias da instituição. Ainda há um estudo de transferir para lá os setores de Comunicação e Design. A área é de 14 mil metros quadrados. Já o antigo prédio do Crea-PR, localizado na esquina entre as duas Marechais, vai abrigar o Centro de Visão e as demais unidades da área de saúde.

De acordo com o pró-reitor de planejamento, orçamento e finanças, Paulo Yamamoto, o investimento para a manutenção e reformas vem de verbas federais, adquiridas com o Reuni, o programa de reestruturação e expansão das instituições federais de ensino superior.

Com a extinção oficial da Rede, há exatamente um ano (31/05/2007), o imóvel passou a ser da União, e quem administrava era o Instituto do Patrimônio Histórico Nacional. Recentemente, o Ministério do Planejamento autorizou o repasse para a UFPR, que disputava a posse do prédio com o Tribunal Regional do Trabalho.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Comunicação em pauta

IEME Comunicação

O INTERCOM SUL (Encontro de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), que ocorre entre os dias 29 e 31 de maio, na cidade de Guarapuava, promete ser um dos maiores eventos regionais do ano. São esperadas mais de 1.400 pessoas entre estudantes e profissionais da comunicação de diversas cidades brasileiras e também do exterior.

Na programação da sexta-feira (30), o publicitário Ricardo Schrappe, sócio-proprietário da Fuego Comunicação Criativa, participa do painel sobre “Publicidade, Consumo e Meio Ambiente” juntamente com o publicitário e fotógrafo Marcos Hermes e a professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo Gisela Grangeiro Castro.

Exposições de fotos, oficinas, workshops e mostra paralela de trabalhos também poderão ser conferidas pelos participantes. Veja todas as informações e a programação completa do Intercom Sul no site: www.unicentro.br/intercomsul2008

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Universitários poderão ser obrigados a freqüentar 85% das aulas para serem aprovados


Agência Senado

Cerca de 900 mil estudantes universitários brasileiros faltam às aulas todos os dias. Esse prejuízo acadêmico e financeiro poderá diminuir caso o Congresso Nacional aprove o Projeto de Lei do Senado (PLS) 387/2007, que obriga o estudante a freqüentar 85% dos dias letivos de cada disciplina para ser aprovado.

A matéria está na pauta da reunião que a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) realiza nesta terça-feira (27), a partir das 11h. Se for aprovada, seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados, já que regimentalmente a decisão tem caráter terminativo, não necessitando ir ao Plenário do Senado, a não ser em caso de recurso.

Apresentado em junho do ano passado pelo então senador Wilson Matos (PSDB-PR), suplente de Alvaro Dias (PSDB-PR), o projeto estabelece mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9.394/1996). Segundo Matos, esta é vaga em relação à freqüência no ensino superior - determina apenas que o ano letivo se constituirá de "duzentos dias de trabalho acadêmico efetivo" e que "a freqüência é obrigatória".

É a Resolução CFE nº 4/1986 que estabelece a freqüência mínima de 75% em cada disciplina do ensino superior, mesmo percentual fixado pela lei de diretrizes para o ensino básico. Isto quer dizer, que o estudante pode faltar a 25% das aulas. Conforme os cálculos de Matos, que tem formação em matemática e é reitor do Centro Universitário de Maringá (Cesumar), a média de faltas no ensino superior é de 18% em média.

- O Brasil é um dos únicos países que permite ao aluno perder um quarto das aulas todos os anos - disse o reitor à Agência Senado nesta sexta-feira (23). Segundo ele, nos Estados Unidos só é permitido a um estudante universitário faltar a 14 aulas por ano, e com justificativa. No Japão, a ausência só pode ocorrer por motivo de doença.

Matos estima que embora a Lei de Diretrizes estipule um mínimo de 200 horas de atividade acadêmica por ano, na maior parte das instituições a carga efetiva gira entre 150 e 180 horas por ano, porque parte da carga é gasta em trabalhos fora da sala e reuniões pedagógicas. Com as faltas, esse número fica ainda menor, o que piora o desempenho dos estudantes e se reflete numa sociedade com baixo preparo intelectual e desempenho econômico aquém do exigido. Uma prova disso seria a baixa capacidade de inovação tecnológica no país.

- O modelo da educação brasileira é muito permissivo. Precisamos nos converter ao conhecimento - critica o reitor, que associa à frieza das estatísticas a imagem ilustrativa dos estacionamentos que lotam apenas nos dias de prova.

De acordo com ele, na cultura das universidades brasileiras a falta não é vista como algo relevante por alunos e professores, que encontram vários expedientes para acomodar a situação. Um exemplo é a fotocópia das anotações de colegas, quando não a permissão para que a lista de presença seja assinada por outra pessoa.

- É preciso manter o aluno em sala de aula e fazer com que o professor cobre dele a assimilação do conteúdo - defendeu Matos.

Em sua universidade, os 200 dias letivos são atingidos com a redução a das férias de julho a apenas dez dias.

O projeto recebeu voto pela aprovação de seu relator, o senador Romeu Tuma (PTB-SP). Da pauta da CE constam outros 20 itens.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Apogeu abre inscrições para Super Intensivo

Curso prepara alunos para o vestibular de inverno da UTFPR

IEME Comunicação

Quem deseja prestar o vestibular de inverno da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) deve ficar atento. A primeira fase do processo seletivo está marcada para o dia 21 de junho e a segunda para o dia 22 de junho. O Curso Apogeu, líder em aprovação na UTFPR, já está com as inscrições abertas para o Super Intensivo. O curso é direcionado exclusivamente para as provas da UTFPR, com carga horária maior nas disciplinas exatas (física, química e matemática). O Super Intensivo do Apogeu tem inicio no dia 02 de junho, com duração de três semanas. São ofertadas turmas no período da manhã e noite. O curso inclui todo o material didático, aulas de véspera, de revisões e de assistência.

PROVAS DA UTFPR
As inscrições para o processo seletivo da UTFPR seguem até 30 de maio e devem ser feitas somente pela internet (www. utfpr.edu.br). A taxa de inscrição é de R$ 75.
CURSO APOGEU
Fone / Fax: (41) 3015-9694 Av. Visconde de Guarapuava, 3414 Curitiba – PR

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Ex-aluno ganha atenção de universidades privadas


Pesquisa mostra que 47% delas já têm programa para os formados, que inclui descontos, uso da biblioteca e ajuda no mercado de trabalho

Agência Estado

As universidades privadas brasileiras começam a descobrir o poder do ex-aluno. Comuns principalmente nos Estados Unidos, os programas de relacionamento com formados já existem em 47% das instituições particulares de ensino superior do País.

Ao organizar eventos para eles, dar descontos e até ajudar no direcionamento da carreira de ex-estudantes, as universidades garantem o fortalecimento da marca da instituição, crucial em um mercado cada mais vez concorrido.

"Os alunos de hoje vão casar, ter filhos, as instituições começam a pensar no futuro. Isso começa a ser importante na época de vacas magras", diz o presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Gabriel Mario Rodrigues.

A entidade é a responsável pela pesquisa que mostra o crescimento dos programas para egressos, hoje visto como uma estratégia de marketing. Segundo o estudo, feito com 211 instituições do Brasil, 38% delas oferecem descontos para novos cursos e permissão para uso de biblioteca ou laboratórios. Outras 24% acompanham a situação do ex-aluno no mercado e 13% o ajudam efetivamente a arrumar um bom emprego.

O Ibmec São Paulo começou em 2002 um programa com eventos anuais, uso da biblioteca e permissão para assistir a aulas aos ex-alunos. Neste ano, passou também a oferecer um trabalho de direcionamento de carreira gratuito. "O compromisso escola é o de desenvolver o aluno, e isso continua depois que ele sai daqui", diz a gerente de desenvolvimento de carreira do Ibmec, Maria Ester Pires da Cruz. Ela explica que a instituição tem convidado seus ex-alunos para serem mentores dos atuais e ajudá-los a desenvolver competências, clarear interesses e se preparar para o mercado de trabalho.

Outro trabalho é o de oferecer um atendimento direto ao ex-aluno que precisa de ajuda em sua carreira. Osmar Jesus Martins, de 42 anos, cursou MBA no Ibmec e, depois de formado, recebeu aconselhamento da instituição para se reposicionar no mercado. "Discutimos meu currículo, as experiências e pude me abrir para outras áreas de atuação", conta ele.

"Esse tipo de programa vai logo ser considerado uma vantagem competitiva", diz o especialista e consultor da área de educação superior Carlos Monteiro. A empregabilidade do aluno faz parte do que ele chama de "ciclo contínuo" na relação entre o estudante e a universidade. "O testemunho do aluno é muito importante para a valorização da marca."

Na Fundação Getúlio Vargas (FGV), há conferências mensais para ex-alunos com professores da instituição sobre temas atuais. "O vínculo é importante para que o ex-aluno empregue os atuais, mande seus funcionários fazerem cursos aqui ou compre cursos in company", diz o professor da instituição Jacques Gelman. Além disso, um dos objetivos da FGV, que tem cerca de 100 mil ex-estudantes, é o de conseguir doações para seu fundo de bolsas, que garante a graduação de jovens carentes na instituição.

Esse tipo de estratégia é comum nas universidades americanas, que sobrevivem pela força de seus ex-alunos. A Universidade Harvard, por exemplo, que já formou cerca de 300 mil pessoas de vários países, recebeu US$ 34 bilhões em doações no ano passado. Lá, há diversos clubes, viagens e outros eventos para ex-alunos. "Harvard tem muita sorte de ter ex-alunos e amigos pelo mundo que se preocupam profundamente com a missão de ensino e pesquisa da universidade", disse a diretora de relações institucionais de Harvard, Ellen Sullivan.